Avançar para o conteúdo principal

 


Mensagem de Natal

(Habituem-se)

 

Habituem-se ao partido único – lembram-se da antiga UN (União Nacional)(1) ? Quando o(s) Chega(s) chegar(em), já não custa tanto.

Habituem-se à corrupção

Habituem-se ao ordenado mínimo nacional

Habituem-se à ignorância – depois de nunca terem lido um jornal ou um livro, para além dos manuais escolares, será fácil. O dinheiro não chega para tudo e a ignorância é um direito.

Habituem-se a mendigar um emprego para o filho e o afilhado – como nos bons velhos tempos e … nos tempos atuais.

Habituem-se os pobres aos novos MNF (Movimento Nacional Feminino) (2) – bons tempos! bons tempos esses … (Que tal os 240.00 euritos, hem?)

Habituem-se à desigualdade – sempre foi assim; é própria da natureza humana.

Habituem-se ao 25 de Abril – o passado. Que o futuro pode sempre esconder o risco de excessos. Cuidado com os excessos.

Habituem-se às promessas – de liberdade, igualdade e fraternidade(3). Mas, principalmente, certifiquem-se que são apenas promessas.

Habituem-se às listas de espera do SNS – saber esperar é uma virtude.

Habituem-se à resignação – Deus, Pátria e Família(4). Era tão bonito, não era?

Habituem-se aos vícios pedófilos da casta governante – como crianças da cidadania, que sois.

E se a vossa capacidade de habituação evoluir para fase terminal de doença irreversível, solicitem a eutanásia. O “Estado Social” previu tudo. O que querem mais …?

Habituem-se!

___________________________________________

(1)              – Partido único do regime salazarista

(2)              – Organização assistencialista do regime salazarista, durante o período da guerra colonial

(3)              – Bandeira da Revolução Francesa

(4)              – Lema do Estado Novo

nelson anjos

Comentários

Habituem-se a não ter opção de escolha e seguirem o que vos é imposto, já é habitual mas nem damos conta... para haver mudanças, teríamos de fazer o 'resert', como quando queremos limpar um computador, para que volte a ser reutilizado. Continua o mesmo sistema e não vejo forma de mudanças... Para que não haja algo diferente da 'habituação ' porque não votamos todos em branco nas próximas eleições, sejam elas quais forem... talvez assim percebessem enfim que algo estaria errado...
Habituação,um estado não contestado...

Cecília Pedro

Mensagens populares deste blogue

  Os professores portugueses não sabem ensinar Ricardo Araújo Pereira Expresso – 20 janeiro 2023     Enquanto professora não tenho outro remédio senão concordar com as sábias palavras do Ricardo Araújo Pereira. Assim, o que aqui se propõe é o documento MUSAI – Medidas Universais de Suporte à Aprendizagem e Inclusão, para o aluno João Costa. Peca por tardio, mas, uma vez que nos dias que correm, é praticamente impossível reter alunos (vulgo «chumbar»), consideremos que este aluno se encontra ao nível de um primeiro ciclo do ensino básico. Segue-se o documento:   Rita Anjos           Ano Letivo 2022 / 2023 Monitorização e Avaliação da eficácia das MEDIDAS UNIVERSAIS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E INCLUSÃO - MUSAI (Artigo 20.º do Decreto-lei n.º 54/2018, de 6 de julho)   Nome ...
 Hoje, como outros dias e momentos, surgem na mente todos os idosos espalhados pelos lares de Portugal e não só. Fazer comparações? Só quem tenha trabalhado fora do país nos mesmos e tendo regressado a casa, ou seja Portugal, tenha continuado a exercer as mesmas funções. Assim poderá opinar sobre a complexidade desta matéria: os idosos! Já não basta serem empurrados para o confinamento entre quatro paredes, chega o confinamento de uma pandemia chamada covid-19, que os condiciona a uma existência sem 'vida', sem alternativa para outras saídas. As famílias, em geral, já não têm tempo para deles cuidar; cansados por um dia de trabalho, a correria para ir buscar os filhos à escola ou a outras actividades, seguido de outros afazeres domésticos, já não tem paciência ou disposição para cuidar dos seus idosos. No entanto, ainda há quem tenha essa responsabilidade, e custe o que custar, cuidam dos mesmos. Estaremos a ser egoístas?  Estamos a afastar do nosso convívio pessoas com sabedo...
  Prosperidade Sem Crescimento   “(…) A sociedade defronta-se com um dilema profundo. Resistir ao crescimento é arriscar o colapso económico e social. Persegui-lo incessantemente é pôr em perigo os ecossistemas de que depende a nossa sobrevivência a longo prazo. (…)”        Começa assim o capítulo XII do livro de Tim Jackson, Prosperidade Sem Crescimento – Economia Para um Planeta Finito .        Um New Deal Verde – uma réplica do programa gizado para fazer face à Grande Depressão dos anos 30, do século passado, baseado nos princípios defendidos por Keynes, agora pintados de verde – foi o coelho que ocorreu aos economistas tirar da cartola para fazer face à crise de 2008. Mas desde logo a contradição foi evidente: o crescimento verde … não é verde. Porque continua a ser um modelo de economia assente no crescimento ilimitado, para vigorar num espaço limitado: o planeta Terra.      ...