“Bolos
Neste capítulo, verdadeiramente excecional, há 295 receitas,
das mais simples às mais elaboradas. Poderão, durante quase um ano, fazer um
bolo diferente em cada dia.”
Nada como uma citação deliciosamente histórica para
iniciar um capítulo igualmente delicioso deste livro.
Corria o ano de 1945 quando O Livro de Pantagruel foi
editado pela primeira vez, reunindo receitas de todo o mundo pela mão de Bertha
Rosa Limpo, Jorge Brum do Canto e Maria Manuela Limpo Caetano.
Eu não me canso de imaginar quantos desgraçados não
terão casado para a vida toda sendo vilmente enganados pela finura do aroma e a
delicadeza da apresentação! Será esta a concretização do ditado popular “com
papas e bolos se enganam os tolos”?
Agora já ninguém segue uma receita, nem sabem sequer medir
os ingredientes... atiram tudo para dentro de uma panela automática e saem de
lá todas as levezas, finuras e delicadezas já preparadas e prontinhas para
encher os papos de pantagruélicos maridos e filhos. Talvez seja por isso mesmo
que não se consegue medir o grau de feminilidade das mulheres... vai na volta
já nem há mulheres, só “trans” e “bis” e “não binários”!
Fica a (óbvia) provocação!
Comentários
Por exemplo: sabendo-se que a conhecida obra de François Rabelais – A Vida de Gargântua e Pantagruel – é uma sátira sobre o mundo medieval, onde não falta uma desbragada torrente de obscenidades, onde foram os autores do livro de culinária – O Livro de Pantagruel – encontrar relação com a tal feminilidade? – dá para ver que a tal “feminilidade” é tudo menos santa. Vai daí, como se tal “santidade” não bastasse, a Rita achou a propósito acrescentar uma cereja no cimo do bolo: e vá de meter ao barulho a família LGBTIQ+ ( desculpem se me esqueci de alguém) . Ora, é fácil supor que, tudo isto muito bem misturado, dará um prato que alguma vez terá passado pela cabeça dos incautos e bem intencionados autores do livro de culinária.
nelson anjos