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 Dança com os Lobos, de Michael Blake

Neste livro iremos descobrir não só a coragem e bravura de um soldado, durante a Guerra Civil Americana, que se destacou pelo facto de enfrentar o inimigo a 'peito aberto'; tendo por isso recebido uma condecoração. Mas também a ligação do mesmo soldado, que pediu para ser destacado para a fronteira, pois queria conhecer outros lugares; ficando perto de um acampamento de Índios Sioux, com os quais iria ter uma amizade fraternal. A viagem, a chegada a um posto vazio, mas que ele se esforçou por organizar, esperando pela chegada de reforços. A sua ligação com o seu cavalo cisco e um lobo, que o foi acompanhando no seu dia a dia. Mais tarde o conhecimento com o povo Índio, aprendendo os seus valores para com a natureza, e a vivência em comunidade, que o fez reflectir sobre a realidade da guerra entre os brancos e  índios. Aí, encontra o Amor por Cristina, mulher branca criada pelos índios a quem tinham dado o nome 'com o punho de pé.' Os índios deram-lhe a ele, o nome de 'dança com os lobos', pela forma como ele se entregava numa dança, junto da fogueira e o lobo lhe fazia companhia.                                      Uma civilização que abafa e esmaga, os nativos e as suas tradições.                                              Repetindo-se ao longo de séculos o poder do mais forte, sobre os mais frágeis. É o que ainda vivemos hoje, pelo mundo. 

Cecília Pedro  

Comentários

A história remete-me para memórias antigas. Uma das minhas primeiras escolas de leitura terá nesse tempo passado pelos então designados livros de "cobóis". Revistas baratas, de banda desenhada, que contavam histórias de um enorme primarismo, onde índios e cawboys se batiam com bravura, terminando sempre a luta, incontornavelmente, com a derrota dos "selvagens". E - cereja em cima do bolo - , para que tudo terminasse em bem, no fim da viagem, através das longas pradarias, o jovem condutor da caravana casava com a rapariga mas bonita que tinha sido por ele salva, in-extremis, das garras dos ferozes "peles vermelhas". É esta a versão sublimada de um dos muitos genocídios praticados pela nossa Europa, no seu afã de espalhar pelo mundo a civilização e o evangelho de Cristo. Mas que, ao tempo, fazia vibrar de encanto as nossas acríticas cabeças de dez ou onze anos.

Muito embora isto, a saga do velho oeste deu origem a muita cinematografia interessante. Não li o livro que a Cecília refere mas lembro-me de ter visto, há já bastantes anos, o filme nele inspirado: "Dança com Lobos". Que na altura, recordo, me agradou.

nelson anjos

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