«Dan Jones é um historiador notável que sabe agarrar e
entreter o leitor. É raro encontrar um estudo académico tão fácil de ler.»
The Times,
Livro do Ano
«Uma envolvente narrativa histórica.»
The Washington
Post
«Um relato histórico com descrições vivas e
irresistíveis de batalhas sangrentas, e momentos de grande emoção. Uma escrita
triunfante, tão entusiasmante como se fosse um thriller de ação.»
The Guardian
JACQUES DE MOLAY
O 23º e último grão-mestre dos Cavaleiros Templários
morre queimado na fogueira a 18 de Março de 1314.
A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de
Salomão mais conhecida como Ordem dos Templários, Ordem do Templo ou Cavaleiros
Templários foi fundada por Hugo de Payens no rescaldo da Primeira Cruzada de
1096 e com o intuito de proteger os cristãos que rumavam a Jerusalém em
peregrinação, bem como os reinos cristãos fundados pelas Cruzadas no oriente.
Os seus membros fizeram voto de pobreza e castidade
para se tornarem monges. Usavam uns característicos mantos brancos com a cruz
vermelha de malta, e o seu símbolo era um cavalo montado por dois cavaleiros.
Eram monges guerreiros e cavaleiros exímios. O poder da Ordem tornou-se tão
grande que, em 1139 o papa Inocêncio II emitiu um documento declarando que os
Templários não deviam obediência a nenhum poder secular ou eclesiástico, apenas
ao próprio papa.
O seu último Grão-Mestre, Jacques de Molay nasceu no
Condado da Borgonha não se sabe ao certo em que ano, mas estima-se que tenha
sido entre 1244 e 1250. Ingressou ainda adolescente na Ordem dos Templários.
Participou em lutas na Palestina e no Egipto comandando um exército de 15.000
homens.
Com o passar do tempo a ordem ficou riquíssima o que
fez despertar a cobiça do então rei de França, Filipe o Belo que pensou em
apropriar-se dos bens dos Templários. Propõe ao Papa que as ordens dos
cavaleiros Templários e Hospitalários se unissem numa só, ficando ele como
grão-Mestre da nova Ordem. Jacques de Molay recusa esta união.
Então a 13 de Outubro de 1307, o rei manda prender
todos os cavaleiros Templários do reino de França, acusando-os de heresia. De
Molay é encarcerado na Torre do palácio.
Após sete anos de torturas contínuas, o Grão-Mestre
“confessa” a heresia mas o papa Clemente rejeita essa confissão por ter sido
obtida sob torturas , absolvendo os templários das falsas acusações a que foram
sujeitos.
Mas, apressadamente, e antes que a decisão do Papa
fosse conhecida, a 18 de Março de 1314, o rei manda queimar vivo Jacques de
Molay , na Île de la Cité em Paris, Antes de morrer ele lança uma maldição
sobre o rei, o Papa e o homem que o prendeu:
"Papa Clemente... Cavaleiro Guilherme de
Nogaret... Rei Filipe: antes de um ano eu vos intimo a comparecer diante do
tribunal de Deus, para ali receberdes o justo castigo. Malditos! Malditos!
Todos malditos até a décima terceira geração de vossas raças!".
Um facto impressionante foi que todas as maldições de
Molay se cumpriram. Todos morreram em menos de um ano. Primeiro o Papa
Clemente, depois Filipe, o Belo, e finalmente Nogaret. A dinastia de Filipe, o
Belo, os Capetos, que há quase 300 anos dirigia a França, extinguiu-se com a
morte dos três filhos do rei, seus sucessores. Foram por isto apelidados de
“Reis Malditos”.
(Sete séculos após este processo foi descoberta nos Arquivos do Vaticano a
acta de Chinon, documento datado de 1308 e assinado por quatro cardeais,
declarando a inocência dos Templários, no seguimento da investigação feita na
época. Este documento comprova que o Papa Clemente V absolveu secretamente o
último Grão-mestre, Jacques de Molay, e os demais líderes dos Templários.)
"Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay,
Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três
assassinos – a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania." (Fernando
Pessoa, in 'Escritos Autobiográficos,
Automáticos e de Reflexão Pessoal')
NOTA: O mito da sexta-feira 13 como um dia de
má fortuna ou azarento, surge precisamente com a prisão de Jacques de Molay em
13 de Outubro de 1307 e a maldição certeira que ele lançou, antes de morrer,
sobre o rei, o papa e o homem que o prendeu.
Pedro Mendes
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