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'O Homem Que Plantava Árvores', um conto de Jean Giono


Numa viagem pelas montanhas dos Alpes, passando por uma região pouco conhecida, na Provença, o autor depara-se com uma paisagem desértica a mil e duzentos ou trezentos metros de altitude. Existiam apenas alfazemas-silvestres. Foi caminhando, e nada encontrou a não ser pequenas casas em ruína, onde acampou por algumas horas. Não tinha água desde a véspera e não sabia onde a encontrar. Seguiu caminho na esperança de encontrar um poço, onde pudesse abastecer o seu cantil. Mais à frente vê um vulto escuro de pé. Ao aproximar-se verifica que é um pastor. Este acolhe-o sem fazer perguntas e dá-lhe de beber. Acaba por ficar, na sua humilde cabana, partilhando a frugal refeição, que lhe foi oferecida. Mais tarde, o pastor vai buscar um saco e começa a repartir o seu conteúdo. Foi selecionando as bolotas, para depois as separar em montinhos de dez. Aí, separou as que estavam mais frágeis, guardando o resto para no outro dia ir plantar. Nem todas as bolotas plantadas sobreviviam, mas mesmo sabendo isso, não desistiu. Passaram anos, até que o autor, voltasse a este lugar! Ficou abismado com o que viu. Existia já uma bela floresta e algumas aldeias já tinham vida, e a água corria nas ribeiras. Tudo isto devido ao trabalho daquele pastor, que ninguém sabia que a ele deviam esta transformação!

Isto é apenas uma pequena introdução, que fiz acerca do livro. Não tenho de contar toda a história! Talvez já a conheçam, ou ouvido falar. Tudo isto se passou antes da primeira guerra mundial! Por isso deixa a reflexão: se este homem conseguiu plantar uma floresta ao longo destes anos, todos nós poderíamos continuar esse trabalho. Em vez de vermos crescer prédios por todo lado, poderíamos deixar mais espaço para a floresta, que com ela traz a vida animal e as chuvas, para que tenhamos abundância! A ecologia já existe desde sempre! O homem moderno tem dado mais valor à cor do dinheiro do que ao seu meio habitat. 


Cecília Pedro


Comentários


Não conheço livro nem autor. Da breve pesquisa que fiz concluo tratar-se de uma obra com fins didáticos, orientada principalmente para o público infanto-juvenil, que pode ser lida também com proveito por gente mais adulta. Surpreendeu-me principalmente a data: meados do século passado. A julgar pelo ponto a que chegamos, em matéria de clima e degradação do planeta,- que muitos dizem ser já de não retorno - parece que o livro terá ficado muito aquém dos seus objetivos.
Considerando estar-se a realizar nesta altura a COP26 - a cimeira das Nações Unidas para a crise climática - na Escócia, trarei aqui brevemente uma das obras mais aterradoras que foram escritas sobre o assunto nos tempos mais recentes: "A Terra Inabitável", de David Wallace-Wells.

nelson anjos

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