Como Morrem as Democracias
Em vez da morte preferia uma
proposta/plano dos autores – Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, professores
universitários em Harvard – orientada principalmente para a defesa da
democracia, assente desde logo no seu aprofundamento e desenvolvimento. E sobre
tal assunto a obra não avança muito. Ficando-se pela ideia de que, se para além
dos princípios fundadores inerentes à própria ideia de democracia, vertidos nas
constituições, forem acauteladas práticas de bom senso tais como tolerância
mútua e autolimite institucional, tudo caminhará sobre esferas e a
democracia terá assegurada a glória da vida eterna (a “glória da vida eterna” é
minha).
Olhem que não Senhores Doutores,
olhem que não! – Assim… prefiro Marx. Embora não seja marxista. Ou melhor:
sou-o, no sentido em que sou também muitas outras coisas. O homem não sabia
tudo mas sabia por exemplo que a democracia, como qualquer outro modelo político,
que a tenha antecedido ou lhe venha a suceder, é sempre a expressão do
equilíbrio entre as forças sociais em presença, em cada contexto
histórico-social. Se não for rigorosamente assim, será aproximadamente assim.
Quanto às tricas e enredos palacianos entre democratas e republicanos, em que o
livro se perde e consome páginas em excesso, parecem-me pormenores secundários.
Não concluí a leitura da obra, não a
recomendo e não vou perder mais tempo com ela.
nelson anjos
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